terça-feira, 15 de julho de 2008

O significado do perdão...

“Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que vos amam. Se fizerdes o bem aos que vos fazem bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso.” Lucas 6:32-33.

Há determinadas situações e momentos na vida que foram feitos para que Deus nos ensinasse o significado do perdão. Nada melhor do que a prática para entender bem aquilo que o Senhor quer de nós enquanto cristãos. Há momentos nos quais o próprio Deus permite que sejamos injustiçados, vítimas de falso testemunho. Há momentos nos quais Deus permite que sintamos a afronta de pessoas e de suas atitudes incoerentes e inconseqüentes, para que entendamos a magnitude do perdão, a grandeza de seu amor para conosco. Só desta maneira entendemos verdadeiramente e com clareza o significado de perdoar atos que nos machucam e nos entristecem.

Deus quer que, como cristãos, saibamos perdoar as afrontas diárias, quer que afoguemos no mar do esquecimento tais circunstâncias e que amemos aqueles que porventura nos fazem mal, nos colocando em sua presença em oração e súplica pela vida dos mesmos. O perdão é de fato, algo que nos aproxima da santidade de Cristo, e que demonstra que somos capazes de amar, com verdade e profundidade.

A bíblia está cheia de exemplos de homens que perdoaram e que experimentaram o gozo da presença de Deus, que deram a outra face, que até mesmo ao ser apedrejados clamaram a Deus para que Ele não considerasse esse ato. Que suportaram a dor de serem vendidos por seus próprios familiares e que não se deixaram levar por um coração amargurado e cheio de ódio.

Tenho clamado a Deus para que Ele encha o meu coração de perdão, e substitua a raiva por amor e compaixão. Creio que Ele me dará a graça de agir como uma verdadeira cristã, deixando as amarras da amargura e da mágoa e vivendo livre pelo poder do seu amor.

Bendito seja o Senhor que me perdoou!

Izabelle Diniz

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Soberania de Deus...

“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”. Cl 1: 15-16.

Um passo importante na descoberta do propósito pelo qual vivemos é admitirmos a soberania e o poder de Deus. Ter convicção que fomos criados por Ele, vivemos porque Ele quer que vivamos. O segredo está em olharmos para o criador ao invés de focalizarmos nossa busca na criatura. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente.” Rm 11:36.

Quando não admitimos a soberania de Deus, passamos a usá-lo para satisfazer os desejos imediatistas e egocêntricos do nosso coração, fazemos de Deus um Gênio da lâmpada que está pronto a nos satisfazer e quando temos algum problema, damos uma esfregadela e ele aparece realizando nossos desejos, sendo no final guardado no fundo de uma gaveta escura e empoeirada. Por vezes, temos a ilusão de que Deus não é Deus sem nós.

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens, nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.” At 17:24-25 Quer acreditemos ou não, quer vivamos a seu modo ou não, Ele continuará sendo Deus e cumprirá a sua vontade independente de nós. Deus reina sobre todos com poder e majestade, “as nuvens, são o pó dos seus pés” (Naum 1:3).

Somos fruto de sua soberana vontade, fomos moldados por Ele no ventre das nossas mães, e nada, absolutamente nada, foge do seu controle. “Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?” Is 40:13 “Mas o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar”. Salmo 93:4.

Quando aceitamos que sem Deus nada podemos fazer (Jo 15:5), passamos a viver sob seu comando e ao mesmo tempo sob a sua proteção e cuidado. Ele nos indica o caminho e deixamos de dar voltas em torno de nós mesmos, buscando o seu verdadeiro propósito, agora não mais pelo pendor da carne, que dá para a morte, mas pelo do Espírito que nos dá vida e paz. (Rm 8: 6).

Ao contemplar a santidade de Deus, passamos a encarar os nossos pecados, a enxergar os nossos defeitos, aquilo que nos afasta da presença de Deus e que não há o que façamos, não há obras que possam justificar aquilo que temos feito de errado. A sua justiça exalta a nossa imperfeição. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”. Is 64:6. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” Rm 3:10 Ao reconhecermos as nossas iniqüidades vemos que não somos dignos de entrarmos na presença de Deus. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:23.

Aí está a magnitude do seu amor. Embora tenhamos feito aquilo que o desagrada, embora tenhamos ignorado a sua presença, Ele nos amou. É muito fácil amarmos alguém que se agrada da nossa presença. O difícil é amar aquele que nos despreza, que insiste em viver por suas próprias forças, que traça sozinho a sua rota, que não nos leva em consideração. Aí está o surpreendente e inigualável amor de Cristo. Ele morreu por aqueles que o desprezaram, para torná-los justos diante de Deus e dar livre acesso ao Pai. Seu sangue purifica de todo mal. E ainda mais, nos leva a uma vida eterna na presença de Senhor.

E o evangelho é este:

“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Rm 10: 9-10.

“Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação. Salmo 95:1

Izabelle Diniz

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O meu caminho...

Há mais ou menos um ano e meio eu estava perdida (perdida é pouco). Sabe quando um avião cai no meio do nada, no meio de um deserto e os passageiros tem que procurar mil e uma maneiras de sobreviver? Pronto. Eu sentia como se tivesse sido jogada no mundo e estava, de algum modo, sem entender, tentando sobreviver. Sobreviver a uma vida sem Deus, a uma vida que não era para Ele.

Porém, esse mesmo Deus do qual eu me afastava, me puxou para si. Não permitiu que eu continuasse sem rumo. Adotou-me como filha por causa de Cristo e tomou as rédias da situação. Mostrou-me a minha degradação, como eu estava caquética, miserável, sedenta no meio do deserto, do pecado e me conduziu a um oásis, a um lugar com fontes de água viva. Bebi e (o melhor) jamais terei sede novamente!

É muito bom quando estamos num veículo onde o motorista é extremamente hábil no trânsito, nos sentimos seguros. Porém, por mais habilidoso que ele seja, podem aparecer outros alcoolizados, em carros desgovernados que nos atingem independentemente das manobras adotadas pelo motorista. Isso jamais acontece quando o Senhor dirige nosso carro.

O seu caminho não tem desvios, não tem abismos, não tem perigos, estamos absolutamente seguros, podemos descansar em suas mãos. O caminho nem sempre é cheio de flores, nem sempre a paisagem é agradável, por vezes enfrentamos tempestades entretanto, ao olharmos para o motorista, temos a certeza de que chegaremos seguros ao destino, ao olharmos para Cristo, temos a certeza da vida eterna.

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". Jo 5:24

A Ele toda honra e glória.

Izabelle

terça-feira, 8 de julho de 2008

Vida com propósitos de Rick Warren...

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. II Tm 4:7
Nada melhor do que começar a decifrar um livro sobre propósitos com o versículo acima. Hoje pela manhã na EBD, fizemos uma oração para que Deus nos desse as mesmas convicções, a mesma fé que impulsionou o apóstolo Paulo a cumprir aquilo que o Senhor havia designado para sua vida, a cumprir “cabalmente o ministério” (II Tm 4:5) que lhe foi proposto
Confesso que há em mim uma mistura de empolgação e euforia e ao mesmo tempo um sentimento de desapontamento. Deus tocou meu coração e o encheu de constrangimento diante da surpreendente vida de Paulo, especialmente ao observar a discrepância que há entre a sua vida e a que vivo atualmente, vejo que muitas vezes me falta a fé, que foi seu escudo e me desvencilho, certas vezes, da armadura de Deus, buscando em mim a força.
Maravilho-me ao ver o quanto ele se dispôs nas mãos do Pai, tendo nada mais do que a meta de cumprir os propósitos de Deus para sua vida, visualizando a glória do mesmo e uma vida eterna em sua presença. Que exemplo! Grandes coisas o Senhor pode fazer quando nos dispomos inteiramente em suas mãos, sem medo, para cumprir aquilo que Ele planejou.
Que o mesmo Deus, possa me dar a graça de me desvencilhar das necessidades do mundo e de, tão somente, contemplar a sua vontade, que é “boa perfeita e agradável.” Rm 12: 2 Amém.
Já havia lido este livro, pouco tempo depois da minha conversão. Reiniciá-lo me faz relembrar momentos inigualáveis, nos quais Deus me tocou profundamente e foi pouco a pouco mudando meu caráter, me suprindo do leite diário para o meu crescimento espiritual e me dando o suporte necessário para transpor os desafios que uma vida cristã legítima traz consigo.
Por outro lado, tenho certo receio de olhar para onde me encontro hoje e observar que pouco mudei, ou pouco cresci desde então, observar que ainda há tanto o que crescer e amadurecer, tanto a percorrer. Há tanto para ser transformado, modificado, santificado. Porém o que me conforta é saber que mesmo diante das minhas limitações, Deus é poderoso e tem um propósito para minha vida e há de cumprir a boa obra iniciada.
Pensei que não seria tão gostoso estudar um livro que já tive a oportunidade de ler, porém ao refletir melhor pude entender que tenho uma oportunidade ímpar de me reavaliar, de me redescobrir, de retirar a poeira de alguns aspectos da minha vida, de crescer, de recomeçar, de transformar, e ainda mais de poder ter momentos de comunhão e de amor com meus irmãos. Um presente!
Hoje é o primeiro dia de uma jornada de 40 dias estudando sobre os pilares da vida cristã, momento ideal de nos colocarmos diante de Deus e recebermos do mesmo as instruções e a força para lutarmos a batalha diária e vivermos, literalmente vivermos, uma vida santa e justa, nos distanciando dos caminhos tortos que nos levam a pântanos e abismos, mas seguindo um caminho retilíneo, iluminado, com rota certa.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Jo 14:6 “Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.” Is 26:3

A Ele toda honra e Glória!

Izabelle