“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”. Cl 1: 15-16.
Um passo importante na descoberta do propósito pelo qual vivemos é admitirmos a soberania e o poder de Deus. Ter convicção que fomos criados por Ele, vivemos porque Ele quer que vivamos. O segredo está em olharmos para o criador ao invés de focalizarmos nossa busca na criatura. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente.” Rm 11:36.
Quando não admitimos a soberania de Deus, passamos a usá-lo para satisfazer os desejos imediatistas e egocêntricos do nosso coração, fazemos de Deus um Gênio da lâmpada que está pronto a nos satisfazer e quando temos algum problema, damos uma esfregadela e ele aparece realizando nossos desejos, sendo no final guardado no fundo de uma gaveta escura e empoeirada. Por vezes, temos a ilusão de que Deus não é Deus sem nós.
“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens, nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.” At 17:24-25 Quer acreditemos ou não, quer vivamos a seu modo ou não, Ele continuará sendo Deus e cumprirá a sua vontade independente de nós. Deus reina sobre todos com poder e majestade, “as nuvens, são o pó dos seus pés” (Naum 1:3).
Somos fruto de sua soberana vontade, fomos moldados por Ele no ventre das nossas mães, e nada, absolutamente nada, foge do seu controle. “Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?” Is 40:13 “Mas o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar”. Salmo 93:4.
Quando aceitamos que sem Deus nada podemos fazer (Jo 15:5), passamos a viver sob seu comando e ao mesmo tempo sob a sua proteção e cuidado. Ele nos indica o caminho e deixamos de dar voltas em torno de nós mesmos, buscando o seu verdadeiro propósito, agora não mais pelo pendor da carne, que dá para a morte, mas pelo do Espírito que nos dá vida e paz. (Rm 8: 6).
Ao contemplar a santidade de Deus, passamos a encarar os nossos pecados, a enxergar os nossos defeitos, aquilo que nos afasta da presença de Deus e que não há o que façamos, não há obras que possam justificar aquilo que temos feito de errado. A sua justiça exalta a nossa imperfeição. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”. Is 64:6. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” Rm 3:10 Ao reconhecermos as nossas iniqüidades vemos que não somos dignos de entrarmos na presença de Deus. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:23.
Aí está a magnitude do seu amor. Embora tenhamos feito aquilo que o desagrada, embora tenhamos ignorado a sua presença, Ele nos amou. É muito fácil amarmos alguém que se agrada da nossa presença. O difícil é amar aquele que nos despreza, que insiste em viver por suas próprias forças, que traça sozinho a sua rota, que não nos leva em consideração. Aí está o surpreendente e inigualável amor de Cristo. Ele morreu por aqueles que o desprezaram, para torná-los justos diante de Deus e dar livre acesso ao Pai. Seu sangue purifica de todo mal. E ainda mais, nos leva a uma vida eterna na presença de Senhor.
E o evangelho é este:
“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Rm 10: 9-10.
“Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação. Salmo 95:1
Izabelle Diniz